Como Estruturar Equipes de Sucesso de Alto Desempenho: Gestão em Saúde

Como Estruturar Equipes de Sucesso de Alto Desempenho: Gestão em Saúde

Você é profissional da saúde ou administrador da alta gestão e deseja estruturar uma equipe de sucesso? Ou talvez busque descobrir novos meios para que sua equipe possa avançar em qualidade na efetividade do atendimento interno e externo da instituição de saúde? Então, este artigo é para você.

Vamos falar sobre como aprimorar estas práticas através de treinamentos técnicos e comportamentais desenvolvidos com base em estratégias diferenciadas e inovadoras quanto à maneira de executar uma gestão consolidada e mentora.

Além de descobrir como estruturar equipes de sucesso, você ainda estará preparado para prevenir os conflitos que surgem naturalmente quando lidamos com profissionais que têm rotinas estressantes, como é o caso da área da saúde.

Vamos lá?

Como estruturar equipes de sucesso através da empatia

Um grande equívoco dos líderes é pensar na gestão de forma técnica, onde a mesma é composta por ferramentas estritamente profissionais e o colaborador é percebido como um “robô” programado para cumprir missões.

Tais líderes falham ao definir os profissionais como seres não sentimentais, ou pior, incentivá-los a suprimir suas emoções e agir de forma extremamente formal diante de pacientes e/ou superiores.

Como consequência há uma quebra parcial da comunicação entre os envolvidos, que não se sentem motivados a apresentar suas ideias ou insatisfações permanecendo temerosos.

Por outro lado, existem colaboradores que reivindicam seus direitos de expressão e participação de forma desrespeitosa e prepotente, gerando conflitos dentro das organizações.

Para evitar, portanto, eventuais atritos e estabelecer ordem e a boa conduta dos integrantes é crucial impor de forma clara alguns critérios, como por exemplo:

  • Respeito mútuo, envolvendo gestores, servidores e pacientes
  • Desenvolver empatia como disciplina primordial no ambiente de trabalho
  • Incorporar um “espírito” solidário com relação aos pacientes
  • Colaboração recíproca, ou seja, os funcionários deverão submeter-se aos superiores ouvindo-os e buscando apresentar soluções sustentáveis aos mesmos, assim como os administradores devem interagir com os subordinados solicitando ajuda de forma assertiva, além de ensiná-los formas mais práticas e eficazes na execução das tarefas
  • Honestidade e sinceridade como predominância na relação entre paciente e profissional da saúde e entre profissional da saúde e superior.

O colaborador na área da saúde tem um papel importantíssimo na gestão da mesma, pois ele é o elo entre a população (comunidade) e os administradores da organização.

Sendo assim, é imprescindível numa boa gestão a adesão dos trabalhadores como parte relevante na coordenação.

É sobre isso que falaremos a seguir, além de como construir uma equipe de alto desempenho e consequentemente uma gestão progressiva através da cogestão de colaboradores.

Acompanhe até o final e confira!

Como estruturar equipes de sucesso: Sistema de CRM na gestão em saúde

O conceito de CRM (gestão de relacionamento com o cliente) é bastante citado e reconhecido por vários coordenadores renomados.

Mesmo que este sistema seja utilizado na relação entre vendedor e cliente, ele pode ser facilmente adaptado para a relação comunicativa entre gestores e colaboradores e/ou entre profissionais da saúde e seus respectivos pacientes.

Sendo assim, mesmo diante de técnicas inovadoras, não podemos ignorar os resultados que esta prática tem proporcionado no âmbito de liderança.

Muitos possuem uma visão limitada a respeito de CRM, definindo-o somente como um software ou uma simples ferramenta de gestão.

A pretensão de se aplicar o CRM vai além de termos técnicos. A real finalidade é ganhar condições favoráveis para criar e manter um bom relacionamento interpessoal, por meio da aproximação e conquista da confiança como algo fundamental.

Deste modo, iremos apresentar os principais benefícios desta valiosa ferramenta, como forma de orientação na estruturação da sua equipe.

O sistema de CRM consiste em identificar exatamente o que o outro pretende e precisa por meio da proximidade, não necessariamente física. Sendo que esta proximidade pode se solidificar através das mídias sociais por exemplo.

Esta aproximação pode ser facilmente estabelecida através das 5 perguntas do CRM:

  1. Quem quer?
  2. O que quer?
  3. Quando quer?
  4. Quanto quer pagar?
  5. Por qual canal quer comercializar? (no caso da gestão em saúde: “Por qual canal quer obter os serviços ou cuidados?

Por meio destas indagações, você adquire não somente confiança e proximidade com o seu paciente ou colega de trabalho, mas também uma comunicação transparente e objetiva dotada de compreensão.

Desse modo, se torna possível um perfeito entendimento entre ambas as partes, evitando conflitos e otimizando tempo, além de tornar o ambiente de trabalho extremamente mais produtivo.

Como estruturar equipes de sucesso elaborando treinamentos técnicos e comportamentais

Para construir uma equipe de alto desempenho você pode usufruir de meios sustentáveis, digamos assim, como instrumento de evolução para sua equipe, implantando treinamentos técnicos e comportamentais dentro da organização de saúde em que você trabalha ou administra.

Primeiramente é necessário se inteirar sobre quais os tipos de treinamento seus colaboradores necessitam e contratar profissionais (coaches) ou equipes capacitadas, a fim de aplicar os treinamentos.

Para isso é importante destacar alguns pontos a serem analisados segundo o conteúdo de capacitação do SEBRAE:

  1. Problemas de produção ou nos serviços (no caso das equipes de saúde entende-se como problemas no atendimento aos pacientes ou a seus familiares).
  2. Qualidade deficiente / Quantidade insuficiente
  3. Baixa produtividade
  4. Alto índice de manutenção, retrabalho etc.
  5. Problemas de pessoal
  6. Elevado índice de acidentes
  7. Problemas na comunicação
  8. Dificuldade nas relações interpessoais
  9. Baixa cooperação etc.

Através destes treinamentos você estrutura não somente uma equipe mais unida como também profissionais mais qualificados, capazes de solucionar crises e problemas recorrentes de forma assertiva.

De maneira geral, existem 3 tipos de formações que você gestor, deve desenvolver dentro da sua unidade, pretendendo crescer em qualidade técnica e valores morais.

Eles podem ser:

  • Conceituais
  • Comportamentais
  • Técnicos

Os treinamentos conceituais trabalham a conscientização dos colaboradores:

  • Por que fazer parte desta instituição?
  • Qual a finalidade e importância de desempenhar tal trabalho?
  • Tem havido comprometimento em exercer a profissão?

O foco é basicamente a autoavaliação dos integrantes da equipe, o conceito que eles possuem de si próprios e do seu trabalho.

Já os treinamentos comportamentais se dão por meio da análise de comportamento dos funcionários:

  • Como eles reagem diante de ordens e solicitações dos seus superiores
  • Como se comportam no ambiente de trabalho com relação aos colegas, enfim, no trabalho em equipe
  • Quais formas de comunicação interpessoal e atendimento eles têm adotado no relacionamento com os pacientes
  • Como lidam com conflitos dentro das equipes

Estas formações buscam desenvolver habilidades Soft Skills nos profissionais.

E por fim, os treinamentos técnicos. Estes por sua vez, visam desenvolver melhores habilidades Hard Skills nos colaboradores, através da expansão e aperfeiçoamento de competências específicas.

Grande parte da necessidade de oferecer capacitações como estas, deve-se ao fato de mudanças constantes dentro das organizações, como por exemplo:

  • Aquisição de novos equipamentos
  • Mudança nas instalações
  • Novas tecnologias
  • Novas metodologias e processos de trabalho
  • Admissão de novos funcionários
  • Atualização do mercado
  • Novos produtos ou serviços etc.

Como também a ocorrência de mudanças imprevistas. Sendo assim, é indispensável a adaptação dos colaboradores diante de tais alterações da rotina.

Tipos de programas de desenvolvimento

Os programas de desenvolvimento são essenciais para situar os profissionais diante das mais diversas situações, visando manter os procedimentos padronizados e evitar conflitos e divergências dentro das equipes. Podem ser de quatro tipos:

  1. Programa de integração: destinado aos novos colaboradores admitidos, a fim de integrá-los ao ambiente de trabalho e também aos demais colegas de profissão.
  1. Programa de formação: desenvolvimento de competências totalmente técnicas, visando colaboradores que desconhecem as atividades. Esse tipo de capacitação deve fornecer instruções completas e detalhadas da tarefa com objetivo de especializar o colaborador através do conhecimento aprofundado do trabalho a ser efetuado.
  1. Programa de aperfeiçoamento: esta técnica é voltada a todos os funcionários da empresa ou organização, desde o colaborador com baixo grau de escolaridade e cargo menos remunerado, até o mais graduado, ocupante de posições com grande poder de decisão (administradores da alta gestão).
  1. Programa de desenvolvimento: com foco em auxiliar no desenvolvimento das habilidades dos colaboradores de assumirem as funções mais complexas.

Esse tipo de capacitação deverá acompanhar a preparação e evolução do profissional idealizando um plano de carreira.

Também devem participar do processo de formação colaboradores com grande experiência técnica na área e líderes.

Sendo assim, os profissionais aperfeiçoam suas aptidões instruindo os demais colegas.

A habilitação dos servidores pode ser realizada com o auxílio dos próprios equipamentos e instalações da organização.

Assim os colaboradores se harmonizam com o ambiente de trabalho e aprendem fazendo, ou seja, não somente de forma teórica mas também na prática.

Ao final de cada treinamento deve-se mensurar e analisar os avanços obtidos pela equipe. A forma mais simples de adquirir estas informações é medindo a capacidade de aprendizado por meio da aplicação de uma prova ou questionário, antecedente aos treinamentos e após os mesmos.

Além disso, deve-se avaliar o aumento da produtividade e a conduta dos participantes ao término do curso (melhoras no comportamento e comunicação interna por exemplo).

Vale lembrar que para mensurar de maneira correta a capacitaçãdeve ser o único critério a ser aceito como causa da melhora e avanço nos resultados dos colaboradores nesta avaliação.

Reestruturação na gestão do SUS: Prevenindo conflitos na gestão pública

O sistema Único de Saúde (SUS) é um produto da Reforma Sanitária Brasileira e foi responsável por inúmeros avanços tanto na reestruturação dos sistemas de serviços, como na conquista de novas políticas de saúde.

Além disso, também se destaca nas modificações do padrão de morbimortalidade da população brasileira.

Apesar dos avanços, ainda se mantém necessária a edificação de um novo Pacto Sanitário Nacional, permitindo a implantação de novas formas de gestão do Sistema de Saúde Brasileiro.

Primeiramente é indispensável adotar algumas mudanças como por exemplo:

  • A criação de uma agenda política, permitindo novas chances aos espaços de debate.
  • Participação da população nestes processos de discussão e transparência quanto aos mesmos, visando solidificar um sistema público democrático.
  • Produzir colaboradores aptos a trabalharem na promoção de mudanças na administração e no modo de atendimento ao cidadão/paciente, por meio da reedificação das práticas nas instituições de saúde.

Mas, para que tais mudanças ocorram é necessário o uso de técnicas e disciplinas diferenciadas para servirem como base na integração das mesmas, dando-lhes suporte.

Para compreendermos melhor o ponto de partida proposto para a mudança, é importante compreender que durante anos a teoria predominante era a de que os funcionários se submetem ao trabalho simplesmente para realizar os ideais dos proprietários, mediante a necessidade de trabalharem para se manterem financeiramente.

Esta “cultura” foi entendida e propagada pelos primitivos processos de gestão do trabalho como principal fonte da consumação de suas vontades.

Assim, surgiu a crença de que o trabalhador não tinha capacidade para administrar o seu próprio trabalho, apenas por falta de formação em gestão.

Estas práticas insistem em continuar vigorando no âmbito profissional nos tempos atuais, onde já foram implementadas novas metodologias éticas que iniciaram a partir do século XX.

O resultado é a consequente visão distorcida por parte não apenas de empresas privadas, mas até mesmo setores públicos, de que o trabalhador não tem autonomia para observar, questionar e melhorar processos.

Isso no setor de saúde faz com que os níveis de conflitos aumentem devido aos seguintes aspectos da realidade dos colaboradores:

  • Desvalorização dos trabalhadores; colocando o profissional apenas como executor de funções que foram planejadas em outro setor, ignorando aspectos das rotinas desses colaboradores.
  • Visão distorcida do ambiente de trabalho pelos próprios servidores, acreditando no trabalho como lugar de repetição, de produção sucessiva daquilo que é estipulado pelos líderes.
  • Desencorajamento dos profissionais quanto a possibilidade de participação nos processos de melhoria e planejamento;

Estas questões, infelizmente, têm trazido grandes consequências na relação entre líderes e colaboradores, ocasionando uma quebra na comunicação e conexão de ambos. Isso reflete no atendimento aos pacientes e no relacionamento dos profissionais entre si, ocorrendo falhas na comunicação e os constantes conflitos.

Podemos concluir que a unificação dos setores na área da saúde e a compreensão dos fatores que geram divergências é crucial para uma gestão sustentável e harmônica.

Se você deseja construir uma equipe unificada, leia também o nosso artigo sobre: Gestão de conflitos na área da saúde, e conheça técnicas diferenciadas para aperfeiçoar sua gestão obtendo a colaboração e cogestão de uma equipe de sucesso.

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